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| Como melhorar os registros das transfusoes no centro cirúrgico |
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CALIFICACION DEL USUARIO
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É indiscutível a importância de se ter os registros das transfusões, nos prontuários dos pacientes. Eles são necessários tanto para fins de rastreabilidade dos hemocomponentes transfundidos, que é uma exigência do Ministério da Saúde, como para comprovação da realização da transfusão, frente às Operadoras de Planos de Saúde, que pagam pelo procedimento. Nas Unidades de Internação é relativamente simples se fazer esse registro, pois o funcionário do Serviço de Hemoterapia (SH), ao fazer a instalação da unidade do hemocomponente, faz seu registro no prontuário do paciente. Já, em transfusões realizadas no centro cirúrgico (CC), onde a responsabilidade da instalação da unidade e seu registro ficam sob responsabilidade do médico anestesista, é freqüente observar-se não conformidades nesses registros, ou seja, registros incompletos ou mesmo inexistentes.Apresentamos a seguir, a descrição de um protocolo que, por meio de duas atividades conjugadas, minimiza ou até mesmo elimina essas não conformidades de registros no CC. A primeira delas é a elaboração de uma Guia de Fornecimento de Unidades de Hemocomponentes pelo SH, onde além dos dados de identificação e localização do paciente, consta em cada linha, o nome do hemocomponente e o número da unidade que está sendo fornecida, seguido de um espaço em branco reservado para se informar seu destino final no CC. Nesta Guia consta a orientação para que o médico anestesista informe no espaço em branco de cada linha, o destino da unidade no CC, ou seja, se ela foi transfundida, ou devolvida para o SH, e consta também de um espaço próprio para que ele a carimbe e a assine. Esta Guia, devidamente preenchida, é então incorporada ao prontuário médico do paciente. Ela funciona como um facilitador de registros. A segunda atividade proposta é a Auditoria dos Prontuários Médicos. No dia seguinte ao procedimento cirúrgico, um enfermeiro do SH, de posse dos dados das transfusões, anotados em uma planinha, dirige-se ao Setor de Enfermagem onde está internado o paciente que foi submetido à cirurgia, a fim de verificar se a Guia de Fornecimento está constando do prontuário médico e se nela está informado o destino final da unidade de hemocomponente no CC. Caso ele verifique alguma não conformidade no preenchimento da Guia, faz contato telefônico com o médico anestesista, solicitando que ele elimine a não conformidade na mesma. Após o prazo acordado neste contato, o enfermeiro audita novamente o prontuário para verificar se sua solicitação foi atendida. A aplicação deste protocolo produz uma substancial melhora nos registros das transfusões no Centro Cirúrgico. No inicio de sua implantação, o trabalho de auditoria é intenso em função de um grande número de não conformidades que se observa, mas verifica-se que ele vai diminuindo gradativamente no decorrer de sua aplicação, chegando próximo de zero. O papel educativo da auditoria, induz uma postura colaborativa dos médicos anestesistas, de forma que seu resultado é alcançado rapidamente e de forma gratificante. Veja a seguir trabalho com resultados encontrados pelo autor.
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