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| Conmemorando la Vida |
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| El Centro Infantil Boldrini, un hospital especializado en niños, funciona en la ciudad de Campinas, comparte con Hemasferio su modo de trabajo, su estructura y la manera en que ellos combinan solidaridad y calidad de atención. |
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CALIFICACION DEL USUARIO
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Qualidade
e Solidariedade
Hospital especializado no tratamento e cura de
crianças que sofrem de câncer e outras
doenças sanguïneas, o Centro Infantil
Boldrini é um desses lugares que vibra
esperança. Lá, os pacientes e seus
familiares conseguem transformar rapidamente sentimentos
de tristeza e preocupação em coragem
e ânimo para enfrentar o desafio de lutar
contra o desalento e a difícil experiência
de lidar com o tratamento de uma doença
grave.
E isso ocorre porque eles efetivamente confiam
na equipe médica e sentem-se acolhidos
pelos funcionários e voluntários
que lá atuam. No Boldrini, os índices
de cura são elevados (aproximadamente 70%),
o corpo médico trabalha de acordo com protocolos
internacionalmente reconhecidos e, além
disso, a atmosfera e ambientação
das unidades de tratamento nada têm de opressivas,
o que contribui para que os pais que batem à
sua porta, em busca de atendimento para os filhos,
entrem uma primeira vez e voltem muitas outras,
até o final do tratamento.
Logo na entrada do centro – instalado em
um bairro residencial e tranqüilo na cidade
de Campinas (SP) - se percebe isso. No espaço
verde e gramado que contorna os prédios,
aqui e ali animais de brinquedo, de grandes proporções,
chamam a atenção de quem chega.
Cobras, sapos e Jacarés estilizados, entre
outros bichos, recepcionam os visitantes e/ou
freqüentadores habituais, e catalisam o olhar
de todos, especialmente o das crianças,
é claro.
Lá dentro, essa primeira impressão
é reforçada. No hall de recepção
do banco de sangue, por exemplo, doadores aguardam
a vez num clima de descontração,
enquanto funcionários administrativos e
profissionais de saúde (o Boldrini tem
por volta de 100 enfermeiros) cuidam de suas tarefas
demonstrando ao mesmo tempo seriedade, bom-humor
e paciencia qualquer profissional, em qualquer
local de trabalho, ainda mais em um hospital.
Equipe Médica e Voluntariado
Resumindo: há calor humano ali, o que é
muito bom. E o atendimento médico é
de primeira , o que é ótimo. Com
relação a esse último, é
preciso que se diga que muitos fatores concorrem
para a qualidade do tratamento lá oferecido
à pacientes de 0 a 25 anos. Além
da competência e excelência da equipe
médica (0 Centro Boldrini conta com 50
médicos, boa parte especialistas e todos
em constante processo de aperfeiçoamento
em termos científicos e terapêuticos),
do corpo de funcionários (qualificados
e regularmente treinados) e da estrutura tecnológica
(os aparelhos utilizados são de última
geração Isso tudo já seria
bastante, mas esse conjunto de fatores aliado
ao atendimento multidisciplinar e à atuação
de uma numerosa – e dedicada - equipe de
voluntários (cerca de 400 pessoas), que
fornece suporte técnico, emocional e financeiro
para os pacientes e seus familiares, é
que torna a coisa toda realmente especial.
Integralidade
“Aqui, realizamos um trabalho multiprofissional,
tratando do paciente como um todo”, diz
a Dra. Vitória Pinheiro, médica
chefe do serviço de hematologia, frisando
que a preocupação em integrar socialmente
os pacientes e levar em conta a condição
emocional de cada um deles é um lema no
Centro Boldrini, ou melhor dizendo, um lema e
uma exigência dos idealizadores do serviço
e de toda a equipe que está na ativa. “Essa
filosofia é a mola mestra do trabalho dessa
instituição”, afirma a médica,
acrescentando:
“É um trabalho muito envolvente,
que exige dedicação integral. A
gente não consegue se desligar. Eu, por
exemplo, chego as 7h30 e não tenho hora
para sair”.
A dra. Mônica Veríssimo, responsável
técnica pelo Banco de Sangue e pelo programa
de Talesemia e doença falciforme da unidade,
concorda plenamente com sua colega: “Nosso
trabalho exige muita dedicação,
pois pacientes. Nós fazemos a diferença
para eles”, comenta, ressaltando as necesarias
diferenças na atuação das
equipes multidisciplinares. “O paciente
oncológico conta com uma equipe preparada
para enfrentar duas possibilidades: a de sucesso
ou perda. Já para o paciente de doenças
crônicas, o desafio é outro. Temos
que trabalhar para que ele se engaje na vida e
se integra à sociedade”.
Estrutura de Apoio
Para atender as necessidades dos pacientes do
Boldrini existe uma poderosa rede de assistência
que orbita em torno dele: atendimento psicológico,
dentário e de fisioterapia para as crianças;
casas de apoio para alojar familiares de pacientes
que vêm de outras cidades e estados e não
têm onde ficar; e suporte financeiro, através
do voluntariado, para a locomoção/transporte
e alimentação desses grupos.
“O Boldrini sempre apoiou o voluntariado.
Aqui, esse trabalho foi organizado nos moldes
europeu e americano”, assinala a Dra. Mônica.
Ela esclarece que da “rede” de voluntários
da instituição, nem mesmo o corpo
clínico fica de fora. “Os médicos
ministram palestras sobre as doenças e
os tratamentos e os não médicos
gerenciam as casas de apoio, além de ficarem
em contato direto com os pacientes ou com os seus
familiares, fornecendo o apoio necessário,
e de coordenarem ações que possam
gerar verba para a instituição e
despertem na comunidade o desejo de contribuir”,
afirma. Por tratar-se de uma instituição
filantrópica, o Boldrini, às vezes,
precisa fazer “malabarismos” para
equilibrar o orçamento, mas consegue. E
para garantir total transparência à
sua gestão administrativa e financeira,
a diretoria da entidade é constituída
por pessoas que não têm vínculo
nenhum com ela. (E aqui vale abrir um parêntese
para um registro interessante: “No nosso
orçamento, a receita mensal do SUS cobre
30%; 20% dos recursos vêem de convênios
privados; e o restante advén de doações,
alicerçadas principalmente em pessoas físicas
das classes B e C, que são muito solidárias”,
comenta Dra. Vitória.)
Estímulos
Se o bem-estar dos pacientes é prioridade
no Boldrini, então, desenhar, pintar, ouvir
estórias, brincar, estudar... têm
que fazer parte da vida dos “guris”
que pasma uma parte do dia recebendo cuidados
médicos. É por essa razão
que, lá, para a “galerinha”
em tratamento também conta com suporte
pedagógico intra- hospitalar e atividades
lúdicas, artísticas e culturais.
Na verdade, o Boldrini vêm demonstrando,
na prática, que a criança internada,
mesmo debilitada, pode se sentir melhor estando
em atividade. E mais: que isso exerce grande influência
no seu estado emocional, no tratamento e recuperação.
Nesse sentido, a existência de uma brinquedoteca
no ambulatório - que é mantida com
recursos externos (doações de pessoa
física e parcerias firmadas com empresas)
- faz toda a diferença, assim como a s
salas de estudo e leitura, o centro de informática
para adolescentes, os
núcleos de terapia ocupacional e entretenimento
freqüentados pelos meninos e meninas em tratamento.
No que diz respeito a esses espaços, vale
lembrar um detalhe relevante: a ambientação
é caprichada - colorida, alegre e divertida,
como convém aos pequenos – , não
faltam estímulos visuais nem atrativos,
e a preocupação com a ergonomia
no mobiliário não foi esquecida.
A idéia por trás disso é
simples: não é porque o local é
um centro ambulatorial e hospitalar que suas alas,
e tampouco as atividades programadas para os internos,
têm que ser sem graças. As atividades
pedagógicas, lúdicas e culturais
desenvolvidas com as crianças são
coordenadas por duas profissionais especializadas:
as pedagogas Luciana Melo e Amanda Baruti.
Entre as muitas iniciativas originais que despontaram
nessa área, a publicação
de um livro com as criações das
crianças do Boldrini merece destaque. “Esse
era um desejo antigo da Dra. Silvia Brandalise,
sempre adiado em função dos custos
que isso representaria”, diz Luciana. Mas
no ano passado, a través de uma parceria
firmada com a Fundação Educar, vinculada
a Rede D Paschoal, esse projeto pôde ser
concretizado. Durante dois meses, os jovens que
trabalham na fundação desenvolveram
oficinas de poesias e desenhos com as crianças,
e as criações selecionadas acabaram
sendo editadas. No dia 20 de outubro, data de
comemoração do Dia Mundial do poeta,
o livro foi lançado com uma manhã
de autógrafos que entusiasmou a garotada.
Atuação Abrangente
Referência no Brasil e em toda a América
Latina no tratamento de crianças e adolescentes
portadores de doenças onco-hematológicas
e importante centro de ensino e pesquisa, o Centro
Boldrini reúne todas as condições
para atuar de modo exemplar nessas duas áreas
e - a julgar pela garra, comprometimento e espírito
de pioneirismo de seus profissionais – de
avançar mais e mais em ambas.
Formador de profissionais especializados nas áreas
de oncologia e hematologia pediátrica,
o Boldrini, também se dedica à pesquisa
em citogenética e biología molecular
na do câncer, funciona como um “centro
multiplicador de conhecimentos especializados
para o Brasil e exterior”. Dispõe
de programas de residência para jovens médicos,
a mayoría vinda da Unicamp (atualmente
são 15 residentes) e de cursos de especialização
para médicos veteranos vindos de todas
as partes do país.
Diagnóstico e tratamento com alta
tecnologia
No contexto do atendimento médico, hoje,
os serviços prestados pelo Boldrini são
ainda mais completos , pois todas as etapas do
tratamento são realizadas lá - do
diagnóstico às terapias de suporte
(quimioterapia e radioterapia), passando pelas
cirurgias, quando necessárias.
Isso, por si só, já facilita muito
a vida dos pacientes, que, tanto nas etapas de
diagnóstico e tratamento, como na fase
de reabilitação, recebem acompanhamento
regular. “Os pacientes curados recebem cuidados
até a vida adulta”, diz a Dra. Mônica.
Saber que a população de baixa renda
tem total acesso a essa tecnologia (80% do atendimento
é voltado ao SUS (Sistema Único
de Saúde), e que todas as crianzas que
buscam tratamento no Boldrine são atendidas
(só neste ano aproximadamente 5 mil pacientes
estão em acompanhamento), confere à
instituição um perfil ainda mais
singular).
História
Evidentemente, na época de sua fundação,
em 1978, as coisas no Boldrini não funcionavam
nesse patamar. Funcionavam bem, mas com carências
que foram sendo supridas ao longo dos anos, por
meio de inúmeras campanhas e da adesão
de muita gente que encampou projetos e foi em
busca de recursos para concretizá-los.
O Centro Infantil Boldrini foi criado por iniciativa
da Dra. Silvia Brandalise, que é quem o
preside. Docente da Unicamp e médica pioneira
em oncologia pediátrica, ela deu a partida
nesse projeto, que começou pequenininho,
em uma casa próxima à Santa Casa,
que funcionava como hospital-escola da Unicamp.
No início, as instalações
eram acanhadas e o serviço era restrito
ao atendimento ambulatorial. “Depois, com
a ajuda de senhoras da alta sociedade de Campinas,
as coisas foram melhorando e, em 1986, com um
programa social desenvolvido pela Bosch, a expansão
começou para valer”, conta a Dra.
Vitória. Natural da Bahia, ela mudouse
para Campinas quando ainda era universitária
e fazia residência médica. Na época
em que se aproximou do Boldrini, estava envolvida
com um prometo vinculado a Unicamp, de desenvolvimento
de um banco de célula leucêmica.
“Cheguei aqui em 1987 e fui ficando...”,
diz ela. Com a Dra. Mônica não foi
diferente: ela cursou medicina na USP de Ribeirao
Preto (SP), fez residência na Unicamp, especialização
em hematologia e oncologia e iniciou sua experiência
profissional no Boldrini 14 anos atrás.
Ambas relatam que, naquela ocasião, foi
construída parte do atual prédio,
para onde foi transferido todo o serviço.
Passados dez anos, houve mais uma ampliação,
com a construção do Banco de Sangue
e das alas de internação e transplante
de medula óssea.
Investimentos
Hoje, o Boldrini é um complexo hospitalar
que ocupa um terreno de 23.000m² . Além
de contar com atendimento ambulatorial para cerca
de 120 crianças diariamente, possui 77
leitos para internação - desses,
8 são de Unidade de Tratamento Intensivo
(UTI) e transplante -, um moderno centro cirúrgico,
um laboratório de Citogenética e
Biologia Molecular e acaba de Inaugurar um prédio
de 4.000 m² que abrigará os serviços
de Radioterapia, Medicina Nuclear e Imagem. O
setor será dotado de alta tecnologia, para
que todas as patologias posma ser tratadas no
Boldrini. Neste projeto foram investidos cerca
de R$ 9,5 milhões de reais na obra civil,
que durou 1 ano e meio, e somente com equipamentos
foram aplicados mais R$ 4,3 milhões.Todos
os recursos foram obtidos por meio de doações
de empresas, campanhas e pessoa física.O
equipamento da Radioterapia já está
instalado na nova unidade -que é considerada
uma das mais modernas do país -, e agora
o Boldrini está em busca de mais recursos
para a compra dos demais equipamentos. São
8 aparelhos ao todo, que somados totalizam mais
R$ 10 milhões.
Colocar em operação o Centro de
radioterapia e os núcleos que ressonância
magnética e medicina nuclear não
é o único projeto que o Boldrini
tem em vista. A construção de um
Centro de Reabilitação para ex-pacientes
- prevista para daqui uns 2 anos - e novos projetos
de pesquisa, são os mais novos desafios
da instituição que, ainda bem, não
“sossega” nunca. Em seus 27 anos de
existência, o Boldrini já atendeu
mais de 20 mil pacientes – um dado que,
naturalmente, é motivo de orgulho para
todos os que integram
a sua equipe e que continuam rutando para, juntamente
com os pacientes, comemorar a vida.
Banco de Sangue do Boldrini
Fundado em 1994, para atendimento dos
portadores de doenças onco-hematológicas,
o Banco de Sangue do Boldrini acompanhou os avanços
da entidade nesse período. Hoje, entre
a aparelhagem utilizada no setor, o equipamento
Cobe Spectra, da Gambro, tem seu lugar. “Na
hemoterapia pediátrica, nós o usamos
prioritariamente na reposição de
plaquetas, pois uma plaqueta obtida por aférese
traz mais benefícios para os pacientes
de câncer, e também merece destaque
a vantagem que representa no transplante de célula
tronco periférica”, afirma Dra. Vitória,
lembrando, no entanto, que o procedimento tem
um custo mais elevado e que o fato da maior parte
da clientela do Boldrini ser do SUS não
pode ser desconsiderado.
Otimização da Coleta
Ainda com relação à aférese
terapêutica, é importante frisar
que a experiencia do setor (basicamente em coleta
de células tronco hematopoética
em crianças e adolescentes, tanto na coleta
de doação autóloga, quanto
de doadores alogênicos) tem sido bastante
satisfatória, pois aumentando a duração
do procedimento, foi possível reduzir o
número de procedimentos para cada paciente.
Antes, usando outro equipamento, o setor tinha
dificuldade para fazer a coleta dessa forma. Agora,
não. “Tanto que, com os
transplantes desse coleta, não temos problemas
de pega nem de quantidade de células”,
afirma a Dra. Mônica. Na coleta de granulócitos,
segundo ela, o rendimento também é
muito bom. “Aliás, convém
lembrar que somos um dos poucos serviços
que faz isso, e fazemos por que temos muitos pacientes
pediátricos com infecções
graves, que precisam, além do uso de antiobióticos,
da infusão de granulócitos. E quando
o rendimento da coleta de doadores saudáveis
é bom, passamos a ter mais um arsenal de
tratamento para os pacientes”, finaliza
a médica.
A Dra. Mônica, que esteve à frente
da criação do Banco de Sangue do
Boldrini, conta que, no passado, o setor tinha
uma média de 300 doadores / mês.
De 2004 para cá, entretanto, houve um aumento
progresivo de atendimentos hemato-oncológicos,
e desde 2005, um grande afluxo de pacientes portadores
de leucemia melóide aguda, o que gerou
um aumento no número de transfusões.
“Isto se ref letiu no aumento
da nossa capacidade de atendimento, e passamos
a precisar de aproximadamente 800 doadores / mês”,
diz ela, assinalando que a utilização
da Cobe Spectra ajudou a contornar essa situação.
“ Como cerca de 60% dos procedimentos eram
duplos – um único doador gerando
duas aféresis de plaquetas -, conseguimos,
por certo, manter a qualidade do serviço,
mesmo não contando um número maior
de doadores”, afirma a médica. Na
avaliação dela, a parceria do Banco
de Sangue com a Gambro sempre foi
muito boa e deve prosseguir. “Para nós,
é muito importante ter um serviço
que alie rendimento e custo, e com o equipamento
da Gambro, que é de alta tecnologia, conseguimos
isso, Com ele em operação, não
precisaremos dar um salto tão grande no
número de doadores, o que nos permitirá
readequar o serviço de maneira gradual”.
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